Macrofotografia

No último fim de semana, 27 e 28 de setembro, integrei a turma 11 do Curso de Macrofotografia e Close-up, ministrado pelo fotógrafo Tacio Philip Sansonovski. No sábado, as aulas na sala 23 da Avenida do Cursino foram regadas a muita teoria, informações sobre equipamentos e até mesmo alguns cálculos matemáticos (não que eu tenha entendido essa parte, mas é que soa inteligente falar que houve cálculos).

Depois, o domingo no Jardim Botânico de São Paulo mostrou que a primavera chegou com tudo. Lá, pudemos colocar em prática o que aprendemos no dia anterior. Eu, particularmente, também aproveitei a oportunidade para conhecer melhor as pessoas do grupo – todas muito legais por sinal -, trocar experiências e conhecimento. Em linhas gerais, posso dizer que foi uma atividade bastante dinâmica e divertida – sem contar o almoço delicioso. Mas isso foi nos dois dias.

{Aliás, finalmente conheci o baião de dois.} ❤️

Abaixo, coloquei algumas fotos feitas pelo parque. Não estão boas como eu gostaria, pois faltam anos luz de aprendizagem e equipamentos ($$$), mas é um começo.

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O Tacio oferece diversos outros cursos, além do de macrofotografia. Para saber mais, você pode acessar o site pessoal dele aqui. Super recomendo! :)

Idosos podem viajar de graça em ônibus rodoviários

Lei prevê reserva de dois assentos por ônibus; maiores de 60 anos devem solicitar gratuidade junto às empresas

Maiores de 60 anos acompanham evento no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Edson Lopes Jr./GESP)

Maiores de 60 anos acompanham evento no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Edson Lopes Jr./GESP)

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) regulamentou na penúltima semana de janeiro, 22, lei que estabelece gratuidade para idosos no transporte intermunicipal rodoviário nas linhas do Estado de São Paulo. Sancionada em outubro do ano passado, a lei obriga que as empresas disponibilizem dois assentos para maiores de 60 anos em cada veículo.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o estado possui 2.670 ônibus operando em 631 linhas intermunicipais, entre elas MM Souza Turismo e VB Transportes e Turismo, as quais possuem garagem em Capivari. De acordo com o decreto, as poltronas deverão estar identificadas e em locais de fácil acesso para embarque e desembarque.

O idoso interessado no benefício precisa reservar o lugar com, no mínimo 24 horas, de antecedência do horário de partida e, no máximo, cinco dias, nos canais de atendimento para venda de passagem da empresa de ônibus, munido de RG e CPF. Dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) apontam que São Paulo tem mais de 5,3 milhões de idosos.

João Batista, supervisor de agência da VB Transportes, garante que a viação já está agindo conforme determina a lei. “São dois lugares na frente, poltronas três e quatro, devidamente sinalizados”, conta. O decreto estabelece, ainda, que o idoso deve comparecer ao embarque meia hora antes do horário estipulado e apresentar documento original com foto, podendo perder o direito à gratuidade se não cumprir a norma.

Segundo estimativa do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,7% (5.184) da população de capivarianos é idosa. Em Rafard, 12,7% (1.093) dos habitantes têm 60 anos ou mais.

Para viajar com o transporte intermunicipal oferecido pela MM Souza Turismo, os maiores de 60 anos precisam apenas apresentar o RG ao motorista do ônibus e solicitar o benefício. “Não há necessidade de reservar a poltrona com antecedência”, afirma o proprietário da empresa, Milton Souza. Nas demais agências, os bilhetes correspondentes aos assentos podem ser vendidos, se houver necessidade, depois de finalizado o prazo de reserva.

Contudo, enquanto os lugares não forem vendidos, o idoso pode requerer a gratuidade sem problemas, mesmo faltando menos de 24 horas para o embarque. A lei prevê multa de R$ 4.028 em caso de descumprimento, que será aplicado em dobro em caso de reincidência (voltar a acontecer). “Os idosos estão felizes agora. O benefício está sendo bem procurado aqui”, comenta a auxiliar administrativa da Viação Piracicabana, Michele Benedito.

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Publicada na página 7 da edição 1137 do jornal O Semanário, em 7 de fevereiro de 2014.

Vigilância Sanitária registra 35 casos de escorpiões em 2013

Animal se reproduz no verão, assim como o caramujo africano, sobretudo nos períodos mais chuvosos

“Olhe dentro do sapato antes de calçá-lo”, dizem os pais experientes, a fim de prevenirem os filhos das doloridas picadas de escorpião. Sacudir lençóis e cobertas, e verificar o interior do travesseiro antes de deitar também são precauções válidas, visto que o animal gosta de se esconder em lugares escuros durante o dia e sair à captura de insetos à noite.

Soa incomum, mas pode acontecer. Principalmente nesta época. Se picada, não dá para saber como o veneno irá reagir no corpo da pessoa. Assim, aconselha-se, ao procurar um pronto-socorro imediatamente, levar o escorpião junto, para que o médico saiba exatamente qual é a espécie e aplique o soro adequado. A picada causa dor intensa, vermelhidão, inchaço, vômito e, em casos mais graves, pode resultar em choque anafilático (compressão das vias aéreas) e ser fatal. Por isso, é melhor se prevenir.

No ano passado, a Vigilância Sanitária de Capivari recebeu 35 reclamações sobre escorpiões em residências, mas sem nenhum acidente. Em 2014, já foram registrados dois casos, também sem contato com o animal. Em Rafard, os episódios são mais raros. Este ano, a Vigilância Sanitária do município fez uma busca ativa na parte baixa da Rua Giovani Boscolo e encontrou apenas um escorpião.

“Problemas com escorpiões estão ligados à educação ambiental, uma vez que eles aparecem onde encontram abrigo e alimento”, explica o chefe do Departamento de Vigilância Sanitária e Saúde de Rafard, Celso Cerezer. Com o calor e as fortes chuvas de verão, o número de escorpiões nas cidades se multiplica rapidamente. De acordo com a Vigilância Sanitária de Capivari, as espécies mais encontradas são o escorpião amarelo (Tytius serralatus) e o escorpião marrom (Tytius bahiensis).

Eliane Piai, secretária da Saúde de Capivari, lembra que esses animais desempenham papel importante no equilíbrio ecológico, como predadores de outros seres vivos, e por isso não podem ser mortos. “Os locais escuros, úmidos e com pouco movimento, tanto na área externa como interna do imóvel devem ser examinados com atenção”, completa.

Para evitar a proliferação de escorpiões em casas e terrenos, a população precisa adotar uma série de cuidados como não manter pilhas de tijolos e telhas encostados em paredes, revestir muros para que não haja frestas, tampar ralos, vedar frestas e soleiras de portas, colocar tela em ralos, pias, tanques, pontos de energia e telefone e na ventilação de porões.

Recomenda-se também manter os quintais limpos, sem acúmulo de folhas secas, não jogar lixo em áreas abandonadas, eliminar baratas – fonte de alimento dos escorpiões – e evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os animais peçonhentos. A utilização de inseticidas (SBP, Raid, Baygon etc.) não mata escorpiões. Só os deixa mais famintos e, consequentemente, mais agressivos.

Quem achar um ou mais escorpiões em casa deve ligar para a Vigilância Sanitária, para que seja realizada a busca e a captura do animal. Em Capivari, o telefone é 3492-1606. Em Rafard, 3496-2168.

Caramujo africano

Outro perigo que invade os espaços urbanos no verão é o caramujo gigante africano. A praga foi introduzida clandestinamente no Brasil como substituta do escargot, mas seu consumo se mostrou inviável. Em seguida, foi descartada na natureza e, sem predadores naturais, se proliferou. Porém, se estiver com a secreção contaminada por microrganismos, o molusco pode causar cegueira e transmitir meningite, além de problemas intestinais.

Com 15 centímetros de comprimento e até 200 gramas, o caramujo devasta hortas e jardins. Segundo a Vigilância Sanitária de Rafard, 49 imóveis estão cadastrados e recebem monitoramento e orientação contínua, por já terem casos registrados no setor. “Os agentes comunitários realizam visitas zoosanitárias para identificar a incidência do molusco e de outras pragas”, conta a secretária da Saúde de Capivari, Eliane Piai. A cidade registrou 27 casos de infestação no ano passado.

A aplicação de cal em muros evita que os caramujos africanos invadam as propriedades nos períodos mais chuvosos. Recomenda-se efetuar caiação de muros e de barrados de 0,5 metros nas paredes externas. Para proteger muros junto a terrenos baldios infestados, o cidadão deve capinar uma faixa de 0,5 metros de largura da área abandonada, colocar cascalho e aplicar calda de cal sobre o mesmo.

De acordo com a Vigilância Sanitária de Capivari, o controle desse caramujo se reduz à catação manual periódica dos animais e dos ovos – as mãos devem estar protegidas com luvas ou sacolinhas de mercado – e posterior eliminação (esmagar, enterrar e acrescentar uma colher de cal virgem para evitar a contaminação do solo). No entanto, é preciso tomar cuidado para não eliminar espécies nativas por engano, ocasionando desequilíbrio ambiental.

O principal molusco que pode ser confundido com o exótico é o caramujo gigante brasileiro. Porém, o africano possui a concha mais afilada, marrom escura, com estrias e corpo marrom, enquanto a concha do brasileiro é arredondada, marrom clara, sem estrias e o corpo é amarelo. “É necessária a conscientização e a colaboração da população para que o controle do caramujo africano surta efeito”, frisa o chefe da Vigilância Sanitária e Saúde de Rafard, Celso Cerezer.

Os rafardenses que encontrarem o caramujo africano na residência devem entrar em contato com a Vigilância Sanitária, por meio do telefone 3496-2168 para que a casa seja registrada e passe a ser monitorada, visando o controle da praga urbana.

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Publicada na página 11 da edição 1137 do jornal O Semanário, em 7 de fevereiro de 2014.

Caminhos divergentes para o reembolso escolar

No ano passado, Daise, que cursa Fisioterapia na Unimep, pagava R$ 280 por mês para ir à Piracicaba de van, mas só recebia de volta R$ 169

Com o retorno das aulas, uma das principais preocupações de pais e alunos é a escolha do melhor transporte escolar. A partir do momento em que a preferência é permanecer onde se está, mas ao mesmo tempo estudar em outra cidade, deixa-se de lado possíveis gastos com moradia e adquire-se a despesa de ir e vir todos os dias – ou todas as noites – seja com combustível e manutenção do próprio veículo, seja com a contratação de uma empresa que execute o serviço.

Para auxiliar estudantes universitários, de cursos técnicos e até mesmo de nível médio que vivem na cidade, a Prefeitura de Capivari é autorizada pela Lei Municipal nº 3588/2009 a conceder ajuda de custo referente ao transporte até outros municípios, como Americana, Campinas, Itu, Piracicaba, Salto e Santa Bárbara d’Oeste. O benefício não é obrigatório, mas funciona como uma maneira de incentivar os alunos, para que estes se esforcem na busca de conhecimento.

Com base no que é pago mensalmente para a utilização dos ônibus intermunicipais – em torno de R$ 220, variando conforme a quantidade de passageiros e aulas – os favorecidos recebem 75% do valor de volta por meio de depósito bancário, desde que utilizem meios de transporte legalizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Aos estudantes com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, comprovado na Secretaria da Educação, o repasse é de 100%, de acordo com a lei.

Todavia, para os alunos que escolhem, por exemplo, ir à faculdade de van, essa regulamentação pode não “soar” tão justa. A estudante Daise Frassetto Binatto, 19, que cursa o quinto semestre de Fisioterapia na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em Piracicaba, está cadastrada para receber 75%, mas utiliza a van como transporte. Para ela, o valor do repasse é pouco perto do que é gasto. “Eu acho muito caro o preço da van, mas também acredito que a porcentagem do reembolso poderia ser maior”, comenta.

Daise conta que no ano passado pagava R$ 280 e recebia R$ 169 de reembolso. Esse ano, a mensalidade subiu para R$ 300. “Todo ano sobe um pouco”, completa. Se o benefício fosse calculado com base nas vans escolares, a estudante passaria a receber, em 2014, R$ 225 por mês. “Pra minha mãe é muito caro. Ela paga van e faculdade – que também não é nada barato. Então eu acho que deveria haver um equilíbrio, porque Piracicaba não é tão longe assim.”

De acordo com a proprietária de veículos de transporte escolar Mariza Sabbag da Silva, o alto valor pago pelos estudantes é justificado pelas despesas da empresa. “Nós temos que pagar a Artesp, o seguro das vans e dos passageiros, além do combustível, que subiu. Agora, a gente abastece com o combustível S10, que é muito mais caro do que o combustível comum”, explica. A dona de três vans e um micro-ônibus cadastrados na Artesp, com capacidade total para 76 passageiros, defende a criação de um reembolso sobre o valor das vans, visto que, segundo ela, a frota também é uma empresa.

“Os alunos reclamam bastante do reembolso, acham que deveria ser sobre o valor da van, mas não se mobilizam. Ficam acomodados. Talvez por falta de tempo, porque trabalham”, revela Mariza. O estudante de Jornalismo Diego Ulerich, 19, que também cursa o quinto semestre na Unimep, lembra que as vans oferecem mais vantagens que os ônibus, como buscar e entregar o aluno na “porta” de casa, além do conforto e da agilidade, por serem veículos menores.

No entanto, Ulerich acredita que os percentuais deveriam ser iguais, independente do meio de transporte, das regalias e das desvantagens. Ele expõe que a base de cálculo atual, em que uns recebem menos do que outros por não utilizarem os ônibus intermunicipais, gera insatisfação. “O princípio do reembolso é ajudar os alunos a pagarem menos para estudar em bons centros, afinal, a cidade é limitada quanto a escolas e universidades”, destaca.

Por sua vez, o prefeito Rodrigo Proença ressalta que Capivari é uma das poucas cidades que oferece 75%, enquanto a maioria paga apenas 50%. Segundo Proença, só em 2013 foram investidos cerca R$ 1,3 milhões no repasse escolar, por meio de recursos próprios, como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

“Hoje, o município não tem condições de aumentar a porcentagem do reembolso escolar. São quase mil alunos beneficiados e a lei determina que a base de cálculo seja o ônibus. Portanto, não existe nenhuma discussão em aberto para acertar essa questão das vans”, esclarece o prefeito e recomenda que, para garantir o benefício e a própria segurança, os alunos procurem sempre empresas que estejam dentro das normas, ou seja, regulamentadas pela Artesp, visto que esse tipo de transporte é entre cidades e por isso responde ao órgão estadual.

“Existe uma tabela para os ônibus, criada pela Artesp, que não existe para as vans. Então, vamos supor que o reembolso passe a ser sobre o valor das vans. Vai ter van que cobrará R$ 300. Outras, R$ 200. Tem uma concorrência entre elas. Como eu justifico para um tribunal de contas o porquê de uma van que vai para Campinas cobrar R$ 300, enquanto a outra, que vai para o mesmo lugar, cobra R$ 200?”. Deste modo, Proença sugere que cabe ao aluno negociar o menor valor com a empresa privada, para que este, então, possa ser reembolsado justamente.

Cadastramento

O recadastramento para continuar recebendo o reembolso escolar já começou. Para atualizar o registro, o estudante precisa comparecer à Secretaria da Educação, que fica na Rua Madre Valéria, 287 – Centro, munido de cópia do comprovante de residência atualizado, comprovante de matrícula com os dias e horários das aulas, cópia do cartão do Banco do Brasil e comprovante de renda familiar igual ou inferior a R$ 1.810,00 (caso queira solicitar 100%), até o dia 17 de março. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3492-8900.

Para fazer o cadastramento pela primeira vez, o estudante também deve levar cópia de RG e CPF e abrir uma conta universitária no Banco do Brasil. Em Rafard, os interessados em receber o reembolso escolar devem entrar em contato com a Diretoria de Educação, que fica na Rua Dr. Soares Hungria, 181 – Centro, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Em caso de dúvidas ou para mais informações, o aluno também pode consultar a diretoria pelo telefone 3496-1489.

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Publicada na página 13 da edição 1136 do jornal O Semanário, em 31 de janeiro de 2014.

Se eu gosto de poesia?

Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.

Acho que a poesia está contida nisso tudo.

(Drummond)

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Fez sol com brisa leve no dia 18 de maio de 2014, um domingo. E eu, ao lado da minha família, fui conhecer a famosa Fazenda do Chocolate, na Estrada dos Romeiros, em Itu (SP). De araras e bodes às etapas de produção do chocolate e um delicioso almoço em fogão à lenha ao som de viola caipira. Tudo isso distribuído em um amplo espaço valorizado pela arquitetura colonial, datada de 1610, incluindo uma antiga senzala, a qual abriga hoje uma charmosíssima adega.

Vale muito a pena visitar! ❤️

Ficou com vontade de passear pela Fazenda do Chocolate? Acesse o site fazendadochocolate.com.br para mais informações. Eles estão no Facebook também: facebook.com/fazendachocolate :)